quarta-feira, 4 de novembro de 2009

CONFERÊNCIA DE COMUNICAÇÃO DA JUVENTUDE

CONFECOM - CONFERÊNCIA DE COMUNICAÇÃO DA JUVENTUDE


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O evento vai gerar as demandas da juventude, sobretudo a da Grande Vitória, para a democratização da comunicação no Espírito Santo, estado que não possui, em níveis governamentais, políticas concretas de distribuição de recursos públicos (comuns a todos na sociedade) que garantam a expressão mais plural, na área de comunicação social, do povo capixaba. Hoje, tais recursos são destinados, em sua maioria, aos conglomerados industriais de mídia do estado (que se debatem num regime de concorrência, cuja qualidade dos seus conteúdos, são criticados num “balanço geral” pela juventude e movimentos sociais do Estado).
Isso acontece, ao mesmo tempo, que uma nova geração de cidadãos capixabas se aventuram na produção de inúmeros veículos de comunicação, com públicos e até modelos de sustentabilidade econômica próprios. Tais veículos, em grande parte,
são criados, mantidos e consumidos na internet, hoje o principal dispositivo de comunicação da juventude.


A partir de um novo contexto de comunicação, em que a criação é cada vez mais uma atividade de todos na sociedade, a partir da popularização dos computadores, webcam’s, telefones celulares, videocam’s, internet e suas redes sociais, câmeras de fotografia digital etc, apostamos em uma diálogo público que vise a construção de uma política de comunicação como um novo campo da gestão pública, para além do que os marqueteiros de plantão e as estratégias de branding (assessoria de comunicação, de imprensa, etc) determinam como práticas de comunicação pública.

Afirmamos uma nova geração. Uma geração capaz de produzir seus próprios veículos de comunicação. Porque somos a mídia. Contudo, vivemos em processos de precariedade do trabalho de comunicação (sem recursos materiais, com contratos de trabalho temporários e com um mercado que concentra toda a verba pública nos grandes players da comunicação). Há uma urgência no debate sobre os processos de financiamento público da comunicação, as concessões públicas de rádio e TV, a liberdade de expressão e a responsabilidade que esta traz (segundo os pressupostos constitucionais de 88), os processos de formação multimídia da juventude (principalmente no campo da microinformática e das linguagens das novas mídias), a universalização da banda larga no estado, enfim, um conjuntos de questões fundamentais para que o mercado de comunicação se torne mais diversificado e mais formalizado.

Por isso que uma conferência de comunicação da juventude é urgente. Para propor e contribuir no ajustamento das políticas de comunicação do Estado, levando em consideração a necessidade de inclusão das novas gerações, a chamada geração digital, nos rumos políticos do nosso Estado, que passa por um crescimento vertiginoso e num avanço democrático, após um período de letargia e regressão autoritária e mafiosa.

Para o alto, avante!

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